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Seleção de Badminton estreia nos Jogos Olímpicos
27 Janeiro 2014 | Por Sandra Machado
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badmintongA julgar pelos avanços nas competições internacionais mais recentes, o badminton promete arrecadar muitas medalhas olímpicas para o país no futuro próximo. Os atletas brasileiros têm se saído especialmente bem, jogando em dupla. No ano passado, Alex Yuwan Tjong e Hugo Arthuso, por exemplo, saltaram da posição 1.109 para a de número 58 na categoria dupla masculina do ranking mundial. Luiz dos Santos e Leonardo Alkimin ocupam, hoje, a 94ª posição da mesma categoria, embora estivessem na 869ª até junho de 2013. Paula Beatriz Pereira e Lohaynny Vicente estão na posição 81 do ranking mundial, e Ana Paula Campos e Yasmin Cury, na 96ª. Na categoria dupla mista, Paula Pereira e Daniel Paiola são a segunda melhor dupla mista do continente sul-americano e a 54ª do mundo, seguidos de perto por Fabiana Silva e Hugo Arthuso, na 55ª posição. Esses atletas, que integram a Seleção Brasileira de Badminton, treinam forte em Campinas (SP), sob o comando do técnico português Marco Vasconcelos, veterano presente em três edições dos Jogos Olímpicos.

peteca2A evolução histórica e como jogar badminton

Para jogar badminton, são necessários dois ou quatro jogadores, quadra, rede, raquetes e peteca. Apenas por recreação, o esporte pode ser praticado até mesmo ao ar livre. A peteca, que pesa em torno de cinco gramas, costuma ser confeccionada tanto com material sintético quanto com penas de animais. Nos torneios oficiais, se usa a peteca feita com pena de ganso – 16 no total, todas tiradas invariavelmente da asa esquerda da ave. O motivo é a crença de que o bicho dorme sempre sobre o lado direito do corpo e, com isso, amassa as penas da respectiva asa. Segundo o site da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), a velocidade máxima já alcançada pela peteca durante um jogo chegou a 421km/h. O ponto de badminton acontece quando um jogador deixa a peteca cair do seu lado da rede. Vence a partida quem ganhar dois dos três games de 21 pontos cada.

A estreia olímpica do badminton aconteceu em 1972, em Munique, como esporte de exibição. Sob esse mesmo status, ele foi reapresentado, novamente, em 1988, nos Jogos de Seul. O badminton integra o programa olímpico desde os Jogos de Barcelona, em 1992, embora a disputa com duplas mistas só tenha começado em Atlanta, em 1996. Quanto à sua origem, há duas versões conhecidas. Uma diz que ele existe há mais de dois mil anos, tendo sido jogado primeiro na China e com a peteca rebatida com os pés. Mais adiante, com a adoção do uso da raquete, teria sido disseminado também na Índia. Neste país, no início do século XIX, regras básicas definiram a modalidade como é conhecida nos dias atuais.

O jogo indiano, chamado poona, teria caído no agrado de militares do exército colonial britânico, que levaram a prática esportiva na viagem de regresso à Inglaterra. Na década de 1870, o jogo foi, finalmente, apresentado ao duque de Beaufort, um entusiasta dos esportes e pioneiro, também, do squash. Os aficionados se reuniam para jogar no seu palácio campestre, chamado de Badminton House, que ficava em Gloucestershire. A atividade, então, passou a ser conhecida como “o jogo de Badminton”. Já a segunda versão conta, simplesmente, que o badminton se origina de um jogo chamado battledore and shuttlecock, bastante popular na Inglaterra por volta de 1600.

Mas foi só em março de 1898 que houve a primeira realização de um torneio organizado, também na Inglaterra. Na década de 1930, o badminton alcançou a Dinamarca, os Estados Unidos e o Canadá. No ano de 1934, foi fundada a Federação Internacional de Badminton (BWF), composta por Canadá, Dinamarca, Escócia, França, Holanda, Inglaterra, Nova Zelândia e País de Gales, que organizou o primeiro torneio mundial, em 1948. Atualmente, 153 países são filiados à BWF. A Confederação Brasileira de Badminton surgiu a partir da fundação da Federação Paulista, primeira entidade do esporte no país, em 1988. Cinco anos depois, houve a fusão com as federações de Santa Catarina e de Brasília, que deu origem à CBBd, hoje com representantes de 16 estados. Em 1994, a Confederação passou a ser membro filiado do COB.

pictoCom a seleção brasileira afinada e as duplas em franca ascensão no ranking mundial, nada melhor do que uma forcinha extra – no caso, o local de realização dos Jogos. Uma retrospectiva histórica aponta que o Rio de Janeiro já deu sorte para o badminton praticado no país: nos Jogos Pan-Americanos de 2007, o Brasil conquistou a primeira medalha no esporte. Guilherme Kumasaka e Guilherme Pardo ficaram com a medalha de bronze na categoria dupla masculina. As maiores expectativas, de qualquer forma, se voltam para a Ásia, continente que concentra os grandes nomes do badminton contemporâneo, como os chineses Lin Dan, medalha de ouro em Pequim (2008) e Londres (2012), e Gao Ling, maior medalhista olímpica do esporte – duas medalhas em Sydney (2000) e duas em Atenas (2004). É aguardar e torcer!

 
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