17 Dezembro 2013
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slider-rachadura-00021Alunos do 6º ano da Escola Municipal Isaías Alves, em Guadalupe, aprenderam, por exemplo, que a República Federativa do Brasil tem como fundamentos a cidadania e a dignidade da pessoa humana, entre outros. E que são objetivos prioritários dessa mesma República construir uma sociedade livre, justa e solidária, assim como erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

“Que abismo entre o que se estabelece na lei maior do país e a realidade em que vivemos!” Essa foi a constatação das crianças depois de estudarem a Constituição e visitarem as favelas da Palmeirinha e da Perereca, próximas à escola, fotografando o que observavam. Diante da precariedade encontrada, os alunos resolveram fazer um mutirão e doar alimentos e brinquedos para os vizinhos menos favorecidos. Isso aconteceu em 2011 e 2012.

Trabalho com as famílias

Em 2013, o projeto se desdobrou em outra ação: ofereceu oficinas de cidadania para os pais dos alunos, nas quais professores de diversas matérias procuraram transmitir noções de melhoria de vida para as famílias. O de Educação Física orientou sobre como prevenir lesões nas atividades domésticas, restringindo os movimentos repetitivos e fazendo alongamento; o de Geografia falou sobre o uso consciente da água; a de Ciências ensinou a usar cloro na lavagem de verduras, para evitar parasitas; e o de História abordou a questão da cidadania.

O professor Marcelo também dá aulas sobre Constituição Brasileira aos alunos do 2º ano do Colégio Estadual Professor Ubiratan Reis Barbosa, em Nilópolis. Lá, ele desenvolve os seguintes temas: inconstitucionalidade de um Brasil constitucional; meio ambiente agredido; e descaso com a saúde e a educação públicas.

Rachaduras Sociais está na internet como um espaço aberto a todo cidadão que queira falar sobre os problemas enfrentados em sua comunidade e, junto com o professor Marcelo, propor e discutir soluções. O professor participa, também, às segundas-feiras, de um programa em uma rádio comunitária, que abrange cerca de dez bairros da região. Lá, comenta sobre as dificuldades com que o homem comum se depara em seu dia a dia.

O projeto recebeu menção honrosa no II Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos, em 2013. Havia inscritos de todo o Brasil no concurso, promovido pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro – Amaerj.

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