26 Setembro 2019
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Alunos da E.M Nelson Prudêncio conheceram a região do Centro conhecida como Pequena África. A aula-passeio terminou no Instituto Pretos Novos (Foto: Alberto Jacob Filho)

A Coordenação de Projetos de Extensão Curricular (Cpec) da SME promove uma parceria entre as escolas públicas municipais e instituições culturais da cidade do Rio de Janeiro com o projeto Escola - Museu. “A ideia é mostrar que museu não é lugar de coisas velhas, educar para a preservação do patrimônio, plantar sementes que floresçam”, explica Júlia Ramos, assessora da Cpec.

O projeto começou em 2013, buscando contemplar as unidades escolares com experiências em artes visuais. A rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro já possuía programas estruturados para dança, teatro e música. O início teve a adesão de sete museus, mas havia problemas de mobilidade. Depois de cinco anos, o projeto se afirma com a ampliação dos parceiros e dos ônibus para transportar os estudantes e seus professores orientadores. Fazem parte do projeto: Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural da Justiça Federal, Instituto Pretos Novos, Galpão da Maré, Casa do Pontal, Oi Futuro, Casa Museu Eva Klabin e Instituto Moreira Salles.

Em 2019, duas escolas por Coordenadoria Regional de Educação (CRE) estão inscritas, totalizando 22 unidades. Tudo começa com três encontros de formação em linguagens artísticas para os professores (de diversas disciplinas) com profissionais dos núcleos educacionais das instituições culturais. Depois dessa sensibilização, os professores visitam exposições que estejam em cartaz com suas turmas de 7º ano. A proposta é que a vivência seja desdobrada em sala de aula.

“Quando vejo a felicidade nos rostos dos estudantes, reconheço como o projeto é fundamental. Eles adoram a atividade extramuros, conhecer novidades”, relata Cristiane Brandão, professora de Educação Física, atualmente responsável pela sala de leitura da E.M. Nelson Prudêncio (11ª CRE), no bairro Zumbi, Ilha do Governador. Cristiane levou alunos ao CCBB (exposição do artista plástico contemporâneo Ai Weiwei), ao Instituto Pretos Novos (raízes africanas) e ao Museu do Amanhã (novas tecnologias). A professora pediu que os alunos registrassem em fotos o que lhes interessasse e, posteriormente, haverá uma exposição na escola.

“Os alunos ficaram fascinados com a ida ao CCBB, não apenas por causa da exposição do artista plástico chinês, mas também por conhecer o prédio da instituição – que é magnífico”, explica o professor de História Paulo Martins, da E.M. Professor Joaquim da Costa Ribeiro (8ª CRE), em Realengo. Paulo diz que a seleção dos alunos foi por meio de sorteio e que ele se surpreendeu com a participação interessada de todos, mesmo os que normalmente demonstram indisciplina. “Houve uma conexão, a partir de outra vivência fora da escola”, explica o professor. Paulo pretende desdobrar a visita em sala de aula em colaboração com outros professores, inclusive a professora de Arte, aproveitando as observações dos próprios adolescentes, que notaram a questão da opressão presente no trabalho de Ai Weiwei.

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