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Boas Práticas
Anos Finais
Myrthes Sustentável
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Professora Myrthes Wenzel - 10ª CRE
Rua Soldado Antônio de Paula S/n° Praça Romelândia - Guaratiba
UNIDADE ESCOLAR VOCACIONADA
Unidade não vocacionada
AUTOR(ES)
Josiane Cescon Ferreira da Silva, Cilene Jordão Mara Mattos.
Josiane Cescon - Mestre em Formação Científica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, faz parte do grupo de Pesquisas Rotas Metodológicas para o Ensino de Ciências, vinculado ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Pós-graduada em Metodologia de Ensino de Biologia e com Licenciatura plena em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, possui experiência em fomentar e planejar pesquisa educacional, bem como em ensino de Ciências e Biologia.
Atualmente é professora na Rede Municipal de ensino e trabalha com Formação de Professores na rede particular.

Cilene Mattos - Mestre em Botânica pela Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT)/(JBRJ) (2015). Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade do Grande Rio (2011). Foi bolsista CNPq de Iniciação Científica no JBRJ (2011-2013). Atualmente é professora de Ensino Fundamental na rede municipal e pós-graduanda em Neurociências aplicada à aprendizagem pela UFRJ.


CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
PEF CIÊNCIAS
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
7º ano
8º ano
9º ano
OBJETIVOS

O projeto é uma das estratégias adotadas para o engajamento de jovens estudantes moradores da região com o tema “sustentabilidade” com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A proposta visa desenvolver a alfabetização científica dos alunos com foco na sustentabilidade e questões ambientais locais, além de estimular o protagonismo feminino. As ações consistem em colocar em prática ferramentas de ensino que permitem conscientizar os alunos sobre a interação do ser humano com o meio ambiente, estimulando o raciocínio lógico, a autonomia e pensamento crítico. Ao planejar as aulas consideramos também seu impacto social no bairro, já que a transformação da sociedade gera impactos diretos e indiretos no ambiente. Pensar abordagens no campo da Educação Científica a fim de melhorar a formação cidadã e promover uma visão mais adequada de ciência e tecnologia, e suas consequências diretas ao planeta, é um papel importante do ambiente escolar (ASM Rodríguez, 2017).

HABILIDADES
7º ano - Ciências - Identificar os principais ciclos de materiais existentes na natureza, como a circulação (equilíbrio) de materiais entre os seres vivos e o meio ambiente.
7º ano - Ciências - Relacionar ciência e tecnologia.
8º ano - Ciências - Avaliar a importância das ações humanas no aumento artificial da temperatura da Terra (queima de combustíveis fósseis, desmatamento, queimadas etc.) e selecionar propostas para a reversão ou controle desse quadro.
8º ano - Ciências - Identificar os fatores bióticos e abióticos em um ecossistema.
8º ano - Ciências - Reconhecer as principais características dos Biomas brasileiros e seus ecossistemas
8º ano - Ciências - Reconhecer que os seres vivos estão adaptados às condições ambientais em que vivem.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/2022 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

O projeto se pauta em duas frentes: Horta escolar e Clube de Ciências. A retomada dos projetos de sustentabilidade na escola, no ano de 2022, foi uma forma de engajar alunos e professores em meio às dificuldades do retorno escolar pós pandemia. Para dar início à escolha dos alunos que seriam participantes do projeto da horta escolar como monitores, foi aberta a inscrição voluntária para o preenchimento de dez vagas para meninas.

Ao longo do ano letivo as reuniões ocorreram na área verde da escola, temas como agroecologia, alimentação saudável, erosão, poluição plástica, aquecimento global e raciocínio matemático foram explorados. Os participantes foram incentivados a dizer quais as sensações e sentimentos que eles traziam e suas perspectivas com a participação no projeto. Leituras científicas como textos da engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi, pioneira da agroecologia no Brasil, foram realizadas com a intenção de sensibilizar a respeito das consequências da agricultura convencional para o meio ambiente.

Todas as ações foram registradas em caderno de campo pelos alunos além das suas impressões pessoais sobre a atividade da horta. Os alunos também foram instigados a pensarem em um nome para a horta, em substituição ao nome inicial “horta escolar”, além de serem apresentados à rotina de consultar os calendários de atividades da horta, buscar pelos equipamentos e uniforme da horta. Acreditamos em um ensino que estimule o protagonismo dos estudantes, favorecendo a motivação e promovendo autonomia. Todos os trabalhos desenvolvidos foram expostos na Mostra de Sustentabilidade, evento anual da escola com objetivo de divulgar Ciência e discutir Sustentabilidade. Percebemos que algumas habilidades como a produção de textos, de mídias e de pensamento científico poderiam ser melhor exploradas em um projeto de formação científica para alunos com esse perfil, e assim nasceu o clube de ciências.

No ano de 2023, retomamos a seleção dos alunos participantes e ampliamos o número de vagas ofertadas. Atualmente, temos 32 monitores, entre alunos do 7º, 8º e 9º anos, divididos entre a horta escolar e o clube de ciências. Com a ajuda de parcerias o projeto cresceu: mudamos e ampliamos a área da horta, possibilitando a o plantio e manutenção de variados tipos de vegetais, além de estimular aos alunos a pensarem em soluções sustentáveis para os problemas que surgem no processo. O clube de ciências desenvolveu um projeto de irrigação sustentável utilizando garrafas PET já em prática nos canteiros, além de pensar soluções para o descarte inadequado de resíduos.

Além das atividades escolares, os projetos envolvem também trabalhos de campo na região a fim de apresentar os problemas ambientais e propor ações para sua solução, além de visitas à instituições científicas e museus, ampliando o conhecimento científico dos estudantes.

Foi possível verificar até o momento, um grande engajamento por parte de todos os alunos envolvidos no projeto horta escolar. Quanto ao grau de Alfabetização científica, houve aumento na autonomia durante o desenvolvimento das atividades, além do aumento da percepção dos processos naturais e do poder de argumentação. Entendemos que parte dessa evolução observada ocorreu pela apresentação de problemas a serem resolvidos pelos alunos, aproximando a temática científica ao contexto que estão inseridos, a partir do diálogo entre professores-alunos e alunos-alunos (Freire, 1985). Os trabalhos desenvolvidos foram inscritos na Confererência Municipal Infantojuvenil de Meio Ambiente em 2022 e o vídeo "Myrthes em busca da Sustentabilidade" foi premiado nas etapas Regional e Municipal. O projeto foi premiado na XI edição das Olimpíadas de Saúde e Meio ambiente no ano de 2022, levando ainda mais estímulo a participação dos alunos.
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