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Boas Práticas
Apoio Interdisciplinar do NIAP/PROINAPE
DO FEMININO AO MASCULINO: EFEITOS DO MACHISMO ESTRUTURAL NA SUBJETIVIDADE DE ADOLESCENTES
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Dorcelina Gomes da Costa - 7ª CRE
Rua Ministro Gabriel de Piza 544 - Pechincha
UNIDADE ESCOLAR VOCACIONADA
Unidade não vocacionada
AUTOR(ES)
Tassya Moura, Daniela Celeste Contim dos Santos, Marcelle Fagundes Vieira
TÁSSYA MOURA
Assistente Social da Prefeitura do RJ desde 2007, atualmente, compondo a Equipe PROINAPE – 7ª CRE-. Advogada. Especialista em Direito Penal. Mestranda em Direito pela UFRJ. Pesquisadora do SOJUCRIM/UFRJ – Grupo de Pesquisas Sócio-Jurídico-Criminais- Pesquisadora Assistente da FGV/Direito-Rio.

DANIELA CELESTE CONTIM DOS SANTOS
Professora da SEEDUC-RJ desde 2007. Professora da SME-RJ desde 2011, atualmente, compondo a Equipe PROINAPE – 7ª CRE-. Psicóloga Clínica especialista em Gestalt-Terapia desde 2007 e Mestre em Psicologia Social desde 2013.

MARCELLE FAGUNDES VIEIRA
Assistente social, com especialização em atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. Assitente Social da prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, atualmente compondo a equipe do Proinape - 7a CRE-.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Assistente social PROINAPE 7ª CRE, Professora PROINAPE 7ª CRE, Assistente social PROINAPE 7ª CRE
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
7º ano
8º ano
9º ano
Carioca II
OBJETIVOS

As práticas relatadas são um desdobramento do trabalho sobre Bullying e Convivências e conflitos no espaço escolar, desenvolvido no 1º semestre do ano de 2022, com alunos do 2º segmento do Ensino Fundamental. Boa parte da conflitividade envolviam questões relacionadas à violência de gênero, machismo estrutural, gênero e diversidade sexual e relacionamentos afetivos na adolescência, especificamente com o público feminino. A partir desse cenário, a equipe Proinape e a equipe gestora escolar pensaram uma proposta de trabalho com um grupo de adolescentes meninas. A 1ª etapa do projeto consistiu no desenvolvimento de 6 encontros, com 2 grupos de adolescentes meninas (3 encontros com cada grupo), cada um com uma média de 13 participantes, totalizando o alcance de 26 meninas. A 2ª parte do projeto consistiu na realização de 3 encontros, com uma média de 13 adolescentes meninos. A metodologia empregada foi a de rodas de conversa, seguindo a metodologia do registro da cartografia afetiva e os principais objetivos do trabalho foram:

• Promover espaços de fala e escuta entre adolescentes no espaço escolar, favorecendo o desenvolvimento empático e o protagonismo juvenil.

• Discutir e refletir sobre os impactos sociais, relacionais e emocionais do relacionamento afetivo na adolescência.

• Conscientizar os impactos de reprodução de padrões sociais tais como: gênero, sexualidade, violência, assédio e machismo estrutural.

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Agosto/2022 até Dezembro/2022
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

1º Encontro: O eixo norteador do encontro foram os desafios de ser menina adolescente, abrindo espaço de fala a partir da pergunta: “Como é ser adolescente mulher nos tempos atuais? Que mulheres vocês querem ser?". Questões como assédio, influência das redes sociais nos relacionamentos afetivos e objetificação da mulher emergiram. A equipe utilizou imagens de mulheres famosas, como Rebeca Andrade, Ludmilla e Maju Coutinho, e solicitamos que elas comentassem o que elas representam, o que possibilitou abordar temas como: preconceitos em razão da sexualidade, do corpo (gordofobia), racismo, objetificação, autoimagem e rivalidade feminina.

2º encontro: "Com quem podemos contar quando não estamos bem?" A partir do vídeo “Fragmentos ”, disponível no Youtube, desencadeamos uma reflexão sobre aceitação e autoestima feminina. Um cartaz foi desenvolvido com as falas das alunas acerca das questões: Com quem podemos contar quando não estamos bem? O que você diria para uma pessoa que está precisando de ajuda? O material ficou exposto na Unidade Escolar durante todo o mês de setembro, como forma de fomentar o debate acerca do “setembro amarelo” e da saúde mental na adolescência.

3º encontro: A partir da exibição do vídeo “Autocuidado: o que ninguém fala ”, indagamos às adolescentes sobre “Que ações no nosso dia a dia podem expressar o cuidado de si?”. Abordamos questões relativas à saúde física e mental das jovens e trouxemos a discussão para o espaço escolar perguntando “O que a escola poderia fazer para contribuir com esse debate e prevenir possíveis situações de assédio e machismo?”. As meninas sugeriram a necessidade de discutir esses temas com os adolescentes meninos.

Masculinidades Possíveis e Machismo Estrutural- Como desdobramento do trabalho com meninas, o Projeto de Rodas de Conversa com Adolescentes meninos tem início com o tema: “Masculinidades Possíveis e Machismo Estrutural”. Convidamos dois colegas homens da equipe Proinape, o psicólogo Samir Moraes e o professor Alessandro Vilela, para se juntar a nossa equipe, apostando na possibilidade de maior identificação com uma figura masculina contribuir para o estabelecimento de vínculo e facilitar o diálogo.

1º encontro: “Homens não falam sobre o que sentem” - Iniciamos o debate com a pergunta “Como é ser adolescente homem nos dias atuais?”, problematizando em que momentos eles se sentem vulneráveis e com quem conversam quando não estão bem. A resposta foi: “Não falamos. Homens não conversam com outros homens sobre o que sentem”.

2º encontro: “Masculinidade frágil”- Neste encontro, foi utilizado como elemento disparador do debate a música “Masculinidades” (Tiago Iorc). O debate teve como eixo central quais são as masculinidades possíveis?

3º Encontro: “Se autorizado, pode”: machismo, sexismo e assédio - No último encontro foram abordamos os temas do machismo, sexismo e assédio, a partir do relato de experiências vividas pelos adolescentes no âmbito familiar e dos relacionamentos interpessoais.

A partir da utilização das Rodas de Conversa enquanto recurso metodológico que possibilita a reflexão crítica entre os alunos envolvidos sobre os temas propostos para discussão, consideramos alcançados os objetivos propostos, tendo sido observado alguns aspectos, como:

• Destacam-se como principais causas de sofrimento das adolescentes os conflitos familiares e principalmente os relacionamentos amorosos (em especial relacionamentos abusivos e assédio);

• Ausência de diálogo entre os meninos sobre questões que envolvam seus sentimentos (falas como “engole o choro, para de ser mulherzinha, seja homem” são ouvidas com frequência), a violência como forma de exibição e autoafirmação masculina (“briga é uma forma de se exibir )”, preconceito em razão da sexualidade, a ausência da figura paterna, associação de sensibilidade e fraqueza ao feminino e brutalidade-força ao masculino;

• Estabelecimento de uma divisão de tarefas domiciliares que privilegia à mulher em detrimento do homem.

Referências Bibliográficas

- D’ÁVILA, Manuela. Por que lutamos?: um livro sobre amor e liberdade/ Manuela D’Ávila – São Paulo: Planeta do Brasil, 2019. 160p.

- FOUCAULT, Michel. História da sexualidade. O cuidado de si. 7ª ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: Paz e Terra, 2020.

- HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir. A educação como prática da liberdade. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2013.

- KASTRUP, Virgínia. O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. In: Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade/ orgs Eduardo Passos, Virgínia Kastrup e Liliana da Escóssia. – Porto Alegre: Sulina, 2015. P. 32 a 51.

- TAYLOR, A.Y., MOURA, T., SCABIO, J.L, BORDE, E., AFONSO, J.S., BARKER, G. Isso aqui não é vida pra você: masculinidades e não violência no Rio de Janeiro, Brasil. Washington, DC e Rio de Janeiro, Brasil: Promundo, 2016.

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