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Boas Práticas
Apoio Interdisciplinar do NIAP/PROINAPE
Sobre a construção de um espaço de escuta com alunos
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Felix Mielli Venerando - 1ª CRE
Rua Carlos Seixas S/nº - Caju
UNIDADE ESCOLAR VOCACIONADA
Ginásio Educacional Olímpico - GEO
AUTOR(ES)
André Francisco Berenger de Araujo, Lílian da Costa e Renata Mendes Guimarães Geoffroy
André Francisco Berenger: Professor de História da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ), graduado em História pela UFF, doutor em História pela UFRJ.
Lílian da Costa: Assistente Social do PROINAPE, graduada em Serviço Social pela UFRJ, especialista em Serviço Social e Saúde pela UERJ
Renata Geoffroy: Psicóloga do PROINAPE, graduada em Psicologia pela UFRJ, especialista em Psicologia Clínica pela PUC, mestre em Psicanálise pela UERJ, doutoranda em Psicologia pela UFRRJ
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Professor de Ensino Fundamental / Assistente Social do PROINAPE / Psicóloga do PROINAPE
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
6º ano
OBJETIVOS

Promover um espaço de acolhimento, escuta, debate e reflexão com os adolescentes acerca das questões trazidas pelos mesmos. Propiciar formas de expressão dos sentimentos vivenciados no ambiente escolar, em casa, no território de moradia, entre outros.

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/2022 até Setembro/2022

A presente proposta de atividade em grupo com os alunos do 6º ano foi decorrente do trabalho desenvolvido na unidade escolar nos últimos anos. Tal experiência evidenciou a demanda dos estudantes por um espaço de fala e escuta sobre o cotidiano escolar e da vida como um todo.

Além disso, em 2022, surgiu um novo “fenômeno” que convocou e mobilizou toda a comunidade escolar: o desmaio supostamente psicogênico de algumas alunas de uma das turmas do 6º ano da escola. Os desmaios aconteciam em duas alunas, por várias semanas e, apesar de encaminhadas para um acompanhamento médico, o diagnóstico não era conclusivo.

Dessa forma, a equipe PROINAPE, em parceria com um professor regente da turma, iniciou um percurso de trocas, reflexões e debates semanais sobre o desenvolvimento dos alunos e alunas e passou a compartilhar conjuntamente suas intervenções, tendo também a coordenadora pedagógica como parte fundamental nestas discussões.

Ao ofertarmos um espaço de escuta que, por sua vez, favorecesse a fala dos alunos – por meio de diálogos, exibições e conversa sobre filmes, exercícios teatrais, jogos com imagens – a ideia era proporcionar um ambiente em que os alunos pudessem elaborar suas experiências de dentro e fora da escola, de modo a dar algum lugar para que suas expressões mais singulares tivessem algum eco.

O 6º ano também se destaca por se tratar do primeiro ano na unidade escolar e marcar a passagem da infância para a adolescência para muitos deles, trazendo inúmeras questões e desafios tanto para os adolescentes como para a escola. Cabe destacar, ainda, que 2022 foi um ano marcado pelo retorno às aulas presenciais, após o período da pandemia, o que gerou uma série de incertezas e inseguranças entre estudantes, mas também entre os profissionais do ensino.

Optamos por dividir a turma em dois grupos, pois consideramos que trabalhar com grupos menores favorece a escuta atenta à singularidade dos sujeitos aí presentes. Os encontros iniciaram em maio e a primeira data prevista para a primeira atividade não ocorreu, devido à realização de operação policial no território, realidade constante nesta região. Foram realizados dez encontros com cada grupo, semanalmente.

Após este momento com os alunos, foi realizado um encontro com os professores para que pudéssemos apresentar o trabalho desenvolvido e propiciarmos um espaço de fala e reflexão com os profissionais envolvidos com a turma.

Embora seja difícil apontar resultados precisos desse tipo de trabalho – que inclui não somente os encontros realizados com a turma, mas também toda a mobilização da escola e seus atores nas discussões e reflexões em torno das questões aí suscitadas – foi possível notar uma maior interação da turma e um deslocamento do estigma que se construía sobre ela. A turma, que podia ser vista (ou se enxergava) como uma turma “problemática”, deu indícios de perceber as singularidades que constituem cada sujeito e cada coletivo da escola. Além disso, observou-se também, a partir de um determinado momento, a interrupção da ocorrência dos desmaios das alunas, que antes chegaram a ocorrer de forma semanal. A aposta na oferta de um espaço de fala e escuta entre estes alunos apontou para a possibilidade de produção de um lugar próprio daquelas crianças e adolescentes no espaço escolar, em uma situação que, no início do ano letivo, havia se mostrado particularmente difícil.

Referências Bibliográficas

ALBERTI, S. Esse sujeito adolescente Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos/Contra Capa, 2009

SAVIANI, D. Escola e democracia. Campinas, SP: Autores Associados, 2008.

SERRÃO, M. e BALEEIRO, M. C. Aprendendo a ser e a conviver: práticas colaborativas e dialógicas no contexto escolar. FTD. São Paulo, 1999.

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