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Boas Práticas
Apoio Interdisciplinar do NIAP/PROINAPE
ADOLESCÊNCIAS, ESCOLA E SAÚDE
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Cívico Militar Carioca - 3ª CRE
Rua Conde de Porto Alegre, 301 - Rocha
UNIDADE ESCOLAR VOCACIONADA
Escola Cívico-Militar - ECIM
AUTOR(ES)
Débora de Almeida, Viviane Cascardo e Flávia Guterres
Débora de Almeida é Mestra em Letras- Linguagem e Identidade pela UFAC (2019), professora de Artes Cênicas pela Uni-Rio (2001), graduada em Interpretação Teatral pela Uni-Rio (1998). É professora de Artes Cênicas na Rede desde 2001, atua no PROINAPE desde 2010. É também atriz e escritora, com publicações no Brasil e Europa.
Flávia Guterres Oliveira é psicóloga formada pela UFF, especialista em saúde mental da infância e adolescência pelo IPUB/UFRJ (2005). Atuou no campo da saúde mental da SMS/RJ de 2007 a 2022 e trabalha na SME/RJ desde 2008.
Viviane Pereira Cascardo, professora, formada em Letras (port/esp) pela UFF (2002). Especialização em Espanhol Instrumental pela UERJ (2006).Ingressou na prefeitura do Rio de Janeiro em 1999, lecionando nos anos iniciais, saindo em 2011 e retornando em 2012, como professora de Espanhol até o momento.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Débora de Almeida - professora / Viviane Cacardo - professora / Flávia Guterres - psicóloga
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
7º ano
OBJETIVOS
O ano letivo de 2022 iniciou trazendo os desafios gerados pelo distanciamento social vivenciado durante os dois anos anteriores. Contexto esse que trouxe consigo perdas e incertezas quanto ao futuro, além da crescente pobreza, medo tristeza e ansiedade. Preocupados com as respostas que os jovens traziam a essa situação no cotidiano escolar, os pedidos de ajuda de alguns alunos e de seus responsáveis e os impactos no processo de aprendizagem, a direção da escola solicitou à equipe do Proinape um trabalho que pudesse oferecer suporte a esses alunos. Dessa forma, essa ação, dentre outras que foram realizadas na mesma escola, foi construída a partir dos seguintes objetivos: proporcionar um ambiente de escuta e acolhida aos estudantes, a reflexão e a busca de alternativas através de debates fomentados pela troca de experiências pessoais e também identificar, acompanhar e encaminhar, caso necessário, possíveis casos de sofrimento psíquico.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Agosto/2022 até Novembro/2022
Realizamos os quatro primeiros encontros com rodas de conversa, onde os estudantes puderam expor seus sentimentos , suas angústias e aflições e as temáticas que gostariam de falar. As principais demandas estiveram relacionadas à saúde mental, os conflitos na convivência familiar e escolar, conjugadas aos atravessamentos das adolescências. Posteriormente utilizamos as técnicas do Teatro do Oprimido em que os alunos puderam vivenciar as situações expostas nas rodas de conversa, refletir e agir , através da técnica do Teatro Fórum. Para finalizar utilizamos o filme/carta com o propósito de inserirmos no projeto tudo que havia sido debatido e refletido nos encontros. Através desse instrumento, os alunos puderam construir uma história juvenil com toda emoção e conflitos da adolescência. Os alunos participaram de todas as etapas, desde a criação do roteiro, narração, escolha de imagens e edição.

O trabalho realizado atingiu diretamente 11 alunos do 7° ano e reverberou em toda comunidade escolar, tendo desdobramentos positivos. A partir das conversas com o grupo foi possível uma troca de experiências onde os alunos puderam colaborar uns com os outros em seus processos. Pudemos também nos aproximar daqueles que apresentavam necessidade de acompanhamento e orientação e junto com seus responsáveis pensar possibilidades de intervenção. Outro ponto positivo foi a possibilidade de, a partir das técnicas utilizadas, trazer os alunos para o protagonismo da ação, ajudando-os a refletir e buscar alternativas para os impasses apresentados, possibilitando também a aquisição de novas ferramentas pessoais. A gestão da unidade escolar relatou avanços nas interações sociais dos discentes, os responsáveis observaram progressos na resolução de conflitos, melhoria na saúde mental e os

próprios estudantes manifestaram convívio cordial e harmonioso.

Referências Bibliográficas

BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 6a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.

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