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Boas Práticas
Anos Finais
Mapeamento do cérebro de forma lúdica
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Getúlio Vargas - 8ª CRE
Avenida Santa Cruz 4725 - Bangu
UNIDADE ESCOLAR VOCACIONADA
Unidade não vocacionada
AUTOR(ES)
Lucio Roberto Panza da Silva
Especialista no ensino de Ciências e Biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Biociências e Saúde pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Presto consultoria e assessoria pedagógica, e possuo experiência na participação e no desenvolvimento de programas de ações educativas em museus com mediação, interatividade e visitas direcionadas principalmente ao público escolar. Sou portador de Distintivo digital de Educador Transformador 2023 pela seleção de projeto empreendedor pelo SEBRAE. Possuo capítulo no livro Professores Inovadores 4, no qual relato a prática pedagógica exitosa no ambiente escolar. Desenvolvo projetos educacionais com foco no aspecto lúdico com o objetivo de enriquecer o processo de ensino aprendizagem.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Professor Doc. I Ciências / Professor Regente
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
6º ano
OBJETIVOS

O intuito principal desta atividade é dar a base de neurociências com finalidade de auxiliar o ensino das funções e localizações das estruturas corticais e desenvolver habilidades acessórias como a criatividade e a coordenação motora.

HABILIDADES
6º ano - Ciências - Reconhecer que o sistema circulatório é responsável pela distribuição de nutrientes no organismo e que o sistema excretor é responsável pela eliminação dos resíduos produzidos.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Janeiro/2022 até Agosto/2022

Por meio de minhas pesquisas bibliográficas de diversos referenciais teóricos, como Gardner e Vigotsky, aliadas aos meus estudos em formação continuada, comecei a elaborar e executar estratégias pedagógicas focadas no aspecto lúdico para que, durante as atividades consiga desenvolver a criatividade. O lúdico é importante no processo cognitivo de receber e interpretar as informações recebidas por um estímulo visual, pois olho e o cérebro compreendem, analisam, organizam e colocam o estímulo recebido em categorias mentais a partir de sua figura, fundo, tamanho, cor, contraste, contorno, simetria, localização e na ação protagonista do alunado. Atualmente, tanto no campo profissional quanto no pessoal, pessoas criativas são muito valorizadas e na inserção da interdisciplinaridade - com o objetivo de melhorar o desempenho e facilite a aquisição dos conteúdos do currículo.

De posse de linhas de lã nas 5 cores que o professor precisará dispor e uma pequena fichinha da representação das regiões corticais em cores, os alunos podem começar a montagem do seu cérebro observando a ficha e utilizando as mesmas cores que representam a região e sua função.

O ensino do Sistema Nervoso é complexo ao nível de abstração para alunos do sexto ano, os paus possuem por volta de 11- 12 anos. Diante disso, tive a ideia de inserir a ludicidade para aproximar a relação do conteúdo com a efetiva aprendizagem.

Os alunos gostaram bastante da atividade, conseguiram compreender que o nosso cérebro possui regiões distintas e que cada região ou pedaço do cérebro (como eles falaram) é responsável por diversas ações e sentimentos nos seres humanos. Foi possível e bastante proveitoso a transformação de forma divertida do abstrato em palpável. Os alunos só conhecem o cérebro por imagens, torando difícil compreender como é a organização lá por dentro.

É um encantamento a partilha de algumas crianças sobre o cérebro realmente possuir essas divisões e que “ninguém consegue ver” (mais um fator positivo da metodologia lúdica). Algumas crianças perguntaram se as regiões corticais “possuem essas cores de verdade” - essas associações são enriquecedoras do processo, as quais o professor precisar caminhar junto ao seu aluno ofertando ferramentas para sistematizar o conteúdo de forma legítima. Também foi partilhado que a região frontal deve ser bem “ativa” nos professores que montam aulas maneiras – já que é a região da criatividade e imaginação.

Interessante também observar nessa prática o modo que cada criança usa as linhas de lã e como ela monta o cérebro, revelando assim diversas pistas par o professor conhecer seu aluno de modo mais afetivo e sensível. A disposição das linhas e a montagem revelam talentos artísticos, estética, equilíbrio, meticulosidade, simetria, e organização espacial.

Mais do que uma prática exitosa, o Mapeamento do cérebro de forma lúdica também favorece a troca de informações, a socialização e os vínculos, pois os alunos são reunidos em grupos para montagem. Além disso, estimula a generosidade e o espírito de equipe na medida que compartilham o mesmo material (cada grupo precisa gerenciar a determinada quantidade de linhas de que irão dispor para que todos consigam montar seu cérebro a contento).
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