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Boas Práticas
Educação das Relações Étnico-Raciais | Anos Finais
Letramento racial a partir do gênero textual ‘argumentação’
Informações
Relato
Resultados Observados
TEMÁTICA SELECIONADA
  • Práticas de educação das relações étnico-raciais
UNIDADE DE ENSINO
EM Embaixador Barros Hurtado - 4ª CRE
Rua General Carvalho 702 - Cordovil
AUTOR(ES)
Monica Aniceto Barros

Sou graduada em Letras-Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde fiz parte da primeira turma de alunos cotistas no Brasil. Também tenho pós-graduação lato sensu em Ensino de Leitura e Produção Textual.

Atualmente, sou professora regente no Município, lotada na E.M. Embaixador Barros Hurtado (4ª CRE), em Cordovil, uma escola que tem como projeto ser modelo de uma educação antirracista.

Também faço parte da Rede de Professores Antirracistas e fui agraciada em 2019 com o Prêmio Comdedine, na Categoria E, como professora orientadora.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
PEF de Língua Portuguesa
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
7º ano
8º ano
OBJETIVOS

  • Ensino/aprendizado do texto dissertativo argumento a partir de “uma gramática e de um vocabulário racial” para a interpretação de códigos e práticas racializadas.

ANOS DE ESCOLARIDADE
7º ano e 8º ano
HABILIDADES
7º ano - Língua Portuguesa - Argumentar com coerência na defesa de opinião sobre assuntos significativos.
8º ano - Língua Portuguesa - Participar de debates e exposições orais, formulando perguntas coerentes com relação ao assunto abordado
8º ano - Língua Portuguesa - Reconhecer a estrutura da narrativa: situação inicial (introdução), complicação (desenvolvimento do conflito gerador e do clímax) e desfecho (conclusão).
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
0/2019 até atualmente
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

Os alunos do 7º e 9 º anos da unidade escolar foram orientados a produzir debates orais regrados e seminários sobre assuntos relacionados à sociedade. As turmas foram divididas em grupos e cada grupo tratou de um tema específico.

Com a ajuda do professor de Língua Portuguesa e do mediador (entende-se mediador aqui como o professor de outra disciplina que também auxilia o grupo), os alunos foram orientados a realizar pesquisas, produzir relatórios, confrontar informações e investigar contextos históricos, entre outras possibilidades.

Durante o período de preparação, utilizamos a consciência metatextual, que é um tipo de atividade metalinguística segundo a qual o estudante toma como objeto de reflexão e análise o texto, através de um monitoramento das propriedades que o configuram.

Aliado a essa prática, todo um processo de letramento racial foi trabalhado com o grupo de alunos e várias habilidades desenvolvidas, como por exemplo:

  • identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações polêmicas em entrevistas, discussões e debates televisivos, em sala de aula, em redes sociais etc. e se posicionar frente a esses posicionamentos;
  • analisar efeitos de sentido causados pelo: uso de vocabulário técnico; uso do imperativo; uso de palavras e expressões que indiquem circunstâncias; e uso de modalizadores discursivos e de palavras que indiquem generalidade, pessoalidade e impessoalidade;
  • contribuir com a busca de conclusões comuns relacionadas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma ou de relevância social; e
  • perceber quando as palavras ou expressões são usadas de maneira a camuflar ou subverter o racismo.

O projeto político-pedagógico da E.M. Embaixador Barros Hurtado estabelece em sua estrutura que: “a compreensão das várias formas de comunicação e as releituras feitas no cotidiano como forma de dominação, opressão e resistência precisarão ser ressignificadas a partir de uma visão decolonial.”

A decisão acordada entre gestão da escola e docentes de trabalhar as relações étnico-raciais não significou apenas transformá-las em conteúdo escolar ou temas transversais, mas torná-las um processo do cotidiano.

Com isso, percebemos que os alunos assumiram uma sensação de pertencimento em relação ao espaço escolar, com a queda da incidência de conflitos entre eles e um progresso na assimilação de conceitos formais.

Além disso, num universo em que quase todos os estudantes são negros e pardos, 69% deles preferem ter seus cabelos naturais. A intolerância religiosa tem sido sempre combatida por eles e os alunos brancos entendem suas condições no processo. O letramento racial trouxe às aulas questionamentos e reflexões que extrapolam conteúdos.

Identificamos, por fim, um outro olhar por parte da comunidade externa que percebe a escola como lugar de esperança para seus filhos.

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