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Boas Práticas
Alfabetização e Letramento
Projeto Crianças Protagonistas: brincando, letrando e soletrando
Informações
Relato
Considerações Finais
UNIDADE DE ENSINO
EM Artur Azevedo - 6ª CRE
Avenida Sargento Antônio Ernesto S/nº - Pavuna
AUTOR(ES)
Elaine Rodrigues Cordeiro Souza
Olá, meu nome é Elaine. Sou carioca, tenho 39 anos e, agora, em 2022, completei 21 anos de trabalho na rede municipal de educação do Rio de Janeiro. Sou mãe, educadora e vibro ao acompanhar o crescimento dos meus filhos e o desenvolvimento dos meus alunos. Sou pedagoga, habilitada em Gestão Escolar pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Tenho licenciatura em Letras (Português/Inglês) e pós-graduação em Alfabetização e Letramento. Acredito que a educação transforma vidas e que alfabetizar é acender uma luz que jamais será apagada. A influência de um bom professor pode marcar positivamente a vida de muitas crianças. Esta é a minha missão!
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Professora Regente
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
1.102
OBJETIVOS
Demonstrar, através de atividades práticas em uma turma de Alfabetização, como podemos incentivar alunos a serem protagonistas de suas próprias aprendizagens, para que compreendam a realidade em que vivem e possam fazer uma leitura significativa do que há à sua volta.
ANOS DE ESCOLARIDADE
1º ano
HABILIDADES
1º ano - Anos Iniciais - Escrever palavras.
1º ano - Anos Iniciais - Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas.
1º ano - Anos Iniciais - Expressar em interações orais em sala de aula seus sentimentos e opiniões, argumentando e questionando, respeitando os turnos de fala e a opinião dos outros.
1º ano - Anos Iniciais - Identificar relações fonema/grafema nas diversas atividades orais.
1º ano - Anos Iniciais - Reconhecer e utilizar a direção da escrita em situações de leitura e escrita de textos.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Fevereiro/2021 até Dezembro/2021
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET

Combinei com os alunos da turma 1102 a escolha de um dia da semana para ser oficialmente o Dia do Brinquedo – um dia especial, em que cada criança traz de casa um brinquedo de que gosta e que tem importância para ela.

Com os brinquedos em mãos, propus que os alunos se sentassem em círculo para a nossa rodinha de conversa. Este seria o momento de cada criança verbalizar, contar o que trouxe de casa e explicar aos amigos por que gostava daquele brinquedo. Se algum aluno não tivesse trazido o brinquedo, ele podia escolher algum outro do baú de brinquedos da sala de aula.

A partir das exposições dos alunos, aproveitei para abordar algumas questões do sistema alfabético da escrita, como a busca da letra inicial do nome do brinquedo; a verbalização da letra final; a formação do nome do brinquedo com o alfabeto móvel; a contagem do número de letras do nome do brinquedo; a marcação, através de palmas, das sílabas formadoras do nome do brinquedo; a ordem alfabética dos nomes dos brinquedos trazidos de casa pelos alunos; a busca de objetos cujo nome se iniciasse pela letra inicial do nome de cada brinquedo; a criação de um banco de palavras que começassem pela mesma letra inicial do nome do brinquedo etc.

Ao término de toda essa vivência, um aluno perguntou se podíamos brincar de Soletrando na Escola. Como resposta, perguntei se eles já conheciam a brincadeira, se já tinham visto o jogo sendo jogado na TV, ou se alguém tinha em casa esse jogo de tabuleiro. Então, pedi à turma que criasse as regras do jogo e, nesse momento, fui a escriba das regras. O cartaz com as regras da turma para o jogo “Soletrando da 1102” ficou assim: as crianças levavam os brinquedos para a escola e diziam o nome deles. Em seguida, cada aluno pegava na mesa a letra inicial do nome de seu brinquedo e mostrava para a turma. A professora pedia, então, a essa criança para pronunciar cada letra do nome do brinquedo. A criança escrevia o nome do brinquedo no quadro. Quem não acertasse, a turma ajudava. Quando acertava, a criança ganhava uma estrela.

A brincadeira se deu de forma descontraída. Todos os alunos participaram com motivação.

Foi extremamente gratificante ver os alunos construindo conhecimento a partir da ludicidade, ouvir de algumas crianças que nunca mais iriam esquecer aquele dia e ver a forma como elaboraram coletivamente as regras do jogo com que desejavam brincar. Foi incrível perceber que é possível trabalhar o sistema alfabético da leitura e da escrita de forma prazerosa, por meio de práticas que estimulem o desenvolvimento do raciocínio da criança, a sua capacidade investigativa, a tomada de decisões, o pensamento crítico e o protagonismo infantil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KLEIMAN, ÂNGELA. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. 1 ed. Campinas: Mercado das Letras, 1995. 296p.

SOARES, Magda. A reinvenção da alfabetização. Presença Pedagógica. v. 9, n. 52, p. 15-21, jul./ago. 2003. Disponível em: https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/pedagogia/a-reivencao-da-alfabetizacao-magda-soares/58717479

_____. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.

_____. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2020.

_____. Letramento, um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.

_____. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, Autores Associados, v. 25, 2004. p. 5-17.

SOLÉ, Isabel. Ler, leitura, compreensão: sempre falamos da mesma coisa? In: TEBEROSKY, Ana et al. Compreensão de leitura: a língua como procedimento. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 17-33.

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