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Boas Práticas
Anos Iniciais
Dança e Relações Étnico-Raciais
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
CIEP Gregório Bezerra - 4ª CRE
Rua Plínio de Oliveira S/nº - Penha Circular
UNIDADE ESCOLAR VOCACIONADA
Unidade não vocacionada
AUTOR(ES)
Luana Torquato Siqueira
Sou Luana Torquato Siqueira, professora de Educação Física da Rede municipal do Rio de Janeiro desde 2017. Mestranda em Educação Física pelo ProEF/UFRRJ e especialista em Inclusão em Educação pela UFRJ e Psicomotricista Educacional pelo IBMR. Apaixonada pelas manifestações artísticas, em especial pelas Danças da Cultura Popular.
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
PEF - Educação Física
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
5º ano
OBJETIVOS
Ensinar o conteúdo Dança, assumindo uma perspectiva comprometida com a educação antirracista.
HABILIDADES
5º ano - Educação Física - Constituir coreografias com apoio docente, participando de atividades rítmicas e expressivas, pela vivência livre de movimentos. Inferir origem, características e movimentos coreográficos das danças folclóricas de diferentes regiões do Brasil. Identificar características, vestimentas e significados de danças típicas de sua região, a partir de entrevistas com familiares e amigos em sua comunidade
5º ano - Educação Física - Diferenciar ritmos e das mais variadas danças, a partir de diferentes passos, conduções e deslocamentos coreográficos. Praticar atividades rítmicas e expressivas, pela vivência de movimentos. Identificar a origem histórica, características e movimentos coreográficos de danças folclóricas de diferentes regiões das Américas
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Maio/2022 até Junho/2022
As aulas ocorreram em uma turma do 5º ano, composta por 26 alunos entre maio e junho de 2022. Foi proposto o ensino da Dança a partir da Ciranda de Tarituba , fazendo uma relação com as outras danças, de modo a garantir aos sujeitos escolares a oportunidade de terem acesso a uma cultura diferente daquela em que estão inseridos, ampliando as suas percepções de mundo. As atividades iniciaram com a produção de um desenho feito pelas crianças a partir da seguinte provocação à elas: “Qual a primeira memória que vem na sua cabeça quando falamos a palavra Dança?” Após esse primeiro levantamento de informações, assistimos vídeos sobre 3 ritmos musicais: Kuduro, Samba de Roda e Passinho do Rio de Janeiro e de São Paulo. Na sequência, realizamos discussões sobre as características percebidas em comum nos três vídeos, as diferenças e sobre quem já conhecia todas aquelas Danças. Sobre os elementos em comum, eles apontaram: “a roda”, “as pessoas pretas”, “a periferia”, “parece o beco lá da rua”, “os gestos”, são muito habilidosos”, “exibição”, “lugar pobre”. Munanga (2005) fala sobre aproveitar esses momentos para que as crianças possam ter orgulho e assumir com dignidade suas características, mostrando que diversidade não é um fator de superioridade/inferioridade entre grupos humanos, mas um elemento de enriquecimento da humanidade em geral. Posteriormente, outros pontos foram abordados também em nossas discussões, como as origens e questões históricas de cada Dança, o que influenciou o surgimento de cada uma delas, a motivação, os locais que elas acontecem, o preconceito e a discriminação que sofrem, entre outras características. Em seguida, realizamos a leitura do livro “De Passinho em Passinho – um livro para dançar e sonhar” de Otávio Júnior (2020). Como amplificação do livro, recebemos o grupo Passinho Carioca, também do bairro da Penha, para uma oficina com a turma desse estilo de dança urbana, criado e desenvolvido por jovens das favelas cariocas. Foi um encontro rico e que ajudou a ampliar as discussões que já haviam sido iniciadas com a turma sobre discriminação e preconceito que as Danças consideradas periféricas sofrem na sociedade. Após essas experimentações, propomos que ampliássemos ainda mais nosso acervo cultural conhecendo uma nova Dança, que possui influências indígenas e africanas, a Ciranda de Tarituba. Eles aprenderam sobre a história do local, a origem da Dança e suas influências. Assistimos vídeos da Ciranda de Tarituba e refletimos que, mesmo tendo a diferença de ser uma dança de pares, podemos perceber características comuns que são a formação em roda, a intenção de ser um encontro festivo, um baile popular, e que compartilha o cotidiano da comunidade, trazendo a afirmação do seu valor e o orgulho de sua cultura. Debatemos sobre questões de gênero que surgiram. Seguimos com a construção de uma coreografia, discutindo os pares, a vestimenta e conciliando discussões sociais e culturais e a prática corporal.
A escolha do tema se mostrou bastante significativa para os alunos, que puderam construir um processo que partiu das “memórias dançantes” de cada um e foi se ampliando para outras discussões tão relevantes no processo formativo deles. Compreendo que o ensino da Dança, além de uma exigência legal/curricular, pode e deve proporcionar experiências educativas que envolvam a ERER na trilha do combate ao racismo. Percebi que valorizar os conhecimentos e identidades desses alunos por meio das Danças nas aulas de EF, favorece a compreensão cultural da sociedade e que o trabalho desenvolvido nas aulas foi capaz de reverberar e mobilizar os atores como um todo, provocando mudanças e transformações positivas no cotidiano escolar e comunitário.
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