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Boas Práticas
Práticas Leitoras
Entre a ficção e a História: Círculos de leitura na escola!
Informações
Relato
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Francisco Cabrita - 2ª CRE
Avenida Melo Matos 34 - Tijuca
AUTOR(ES)
Ana Maria Silva Figueira; Jenny Iglesias P. Fernandez
ANA MARIA SILVA FIGUEIRA é graduada em História pela UERJ e mestranda do Mestrado Profissional em Ensino de História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Professora do ensino público há 19 anos, atualmente leciona em escolas da Rede Municipal de Angra dos Reis e da cidade do Rio de Janeiro.

JENNY IGLESIAS POLYDORO FERNANDEZ é professora de Língua Portuguesa há 24 anos, atuando, principalmente, como regente de Sala de Leitura em escolas da Prefeitura do Rio de Janeiro. É doutoranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela UERJ. É membro do Grupo de Pesquisa EnLIJ - Encontros com a Literatura Infantil/ Juvenil: ficção, teorias e práticas (CNPQ). Somos duas docentes apaixonadas por histórias, acreditamos no letramento literário como uma prática social fundamental para a formação dos nossos estudantes. Convidamos a todos para um círculo de leitura em nossa escola. É só chegar e entrar na roda!
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
PI - História; PI - Português (Sala de Leitura)
ANOS/GRUPAMENTOS ENVOLVIDOS
8º ano
OBJETIVOS
A ideia principal da ação é valorizar o propósito coletivo e integrador da leitura enquanto prática social a partir dos círculos de leitura na escola. Neste fazer pedagógico, prioriza-se a mediação de leitura visando à formação de leitores autônomos e críticos, utilizando como recurso algumas estratégias de leitura para que os estudantes leiam e compreendam o texto também nas suas entrelinhas. Objetiva-se, ainda, ler narrativas ficcionais com viés histórico sob a perspectiva da construção de sentidos, ativando os saberes de mundo dos alunos-leitores bem como os conhecimentos textuais e linguísticos compartilhados em roda.
HABILIDADES
8º ano - Artes Visuais - Valorizar, a partir de análises, o patrimônio cultural, material e imaterial de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas. Analisar aspectos históricos, sociais e políticos de produção artística, problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.); Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética. Identificar pela apreciação práticas musicais diversas reconhecendo os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, especialmente da vida cotidiana.
8º ano - Geografia - Conhecer aspectos da dinâmica demográfica e indicadores sociais e econômicos, identificando a produção de desigualdades na América Anglo-Saxônica.
8º ano - História - Identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados da escravidão, com destaque ao reconhecimento de formas de lutas e de resistências à escravização no Brasil, e discutir a importância de ações afirmativas.
8º ano - Sala de Leitura - Identificar a função social de textos; Identificar os elementos organizacionais e estruturais dos contos; Identificar a finalidade desse gênero textual; Compreender a importância da produção cultural africana para toda a humanidade; Perceber a importância do processo comunicacional para vida em sociedade.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Março/2022 até Agosto/2022
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
Uma expedição literária e fantástica foi aceita pela turma 1801 e, então, iniciamos um círculo de leitura guiados pela obra Ludi na chegada e no bota-fora da Família Real, de Luciana Sandroni. Nesta mediação, apostamos no valor literário como critério primordial para a sua seleção, além de somar mais de 30 exemplares disponíveis no acervo da SL, garantindo o manuseio e a leitura em grupo. Após estipularmos como seriam as rodas, fixamos um horário semanal na grade da turma e elegemos a Sala de Leitura como espaço principal para a atividade. Inicialmente, apresentamos à turma os elementos pré-textuais e pós-textuais que compunham a perigrafia do livro. Ainda neste momento de predição, acionamos os conhecimentos prévios dos alunos sobre o contexto sócio-histórico daquela época. Considerando e respeitando o ritmo de cada aluno, sinalizamos a importância da leitura em voz alta e a partir das inscrições voluntárias, começávamos a leitura. Entremeávamos a leitura com o apoio de pequenos vídeos que contextualizavam os fatos históricos apontados pela narrativa, tendo a produção audiovisual como suporte para a ampliação dos conhecimentos acessados. Ensinamos a localizar as pistas que o texto oferecia para a construção de sentidos. Instigamos a turma a criar hipóteses para mais à frente confirmá-las ou não, a levantar suposições capazes de completar as lacunas do texto. Procurávamos nomear nossas ações objetivando instrumentalizar os alunos a partir de estratégias de leitura que pudessem ser aplicadas nos mais variados gêneros textuais. Numa perspectiva interdisciplinar, passeamos pela história e pela geografia do Rio Antigo, sempre acompanhados pelas pinturas e gravuras do período colonial. Ao longo do processo, valorizamos a atividade de ler em grupo pois entendemos que formamos uma comunidade de leitores capaz de convergir, mas também, de divergir da interpretação dos textos, ampliando, assim, o repertório dos participantes, objetivo perseguido pelo PPP da nossa escola.

Ancorados no sentimento de pertencimento gerado pela leitura coletiva, construímos laços que nos identificou como um grupo coeso e imerso numa experiência artística, e sobretudo, humana, tão delicadamente entremeada pela literatura. Para além do que a obra propunha, refletimos sobre os impactos gerados pela chegada e pelo “bota-fora” da Família Real, e traçamos uma linha do tempo até chegarmos ao bicentenário da Independência do Brasil. Relativo a esse período, conversamos sobre alguns fatos históricos, especialmente, a escravidão mais longeva das Américas, e muitos acontecimentos que “a história não conta”, tudo motivado pela ficção lida, acrescidos pelo o que a literatura pode oferecer como patrimônio cultural.

Para coroar os nossos encontros, recebemos em nossa escola a própria autora que leu conosco o último capítulo do livro e nos falou sobre a sua produção literária, e as fontes de pesquisa para a sua escrita. No semestre seguinte, outro livro lido... e outro...

Registros
IMAGENS
Visita da escritora Luciana Sandroni
Comemoração - visita da escritora Luciana Sandroni
Autógrafos de livros para a Sala de Leitura
Leitura em círculo na Sala de Leitura
Alunos lendo em grupo
Mediação de leitura - Estudantes e mediadoras
VÍDEOS
PDFs
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