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Boas Práticas
Educação de Jovens e Adultos
Peja em diálogo com Paulo Freire
Informações
Sequência Didática
Resultados Observados
UNIDADE DE ENSINO
EM Alagoas - 3ª CRE
Avenida Dom Helder Camara 6742 - Pilares
AUTOR(ES)
Flavia Maia Cerqueira Rodrigues

Sou Flavia Rodrigues, tenho 42 anos e trabalho na Educação há 25. Sou professora de Língua Portuguesa no Peja da E.M. Alagoas (3ª CRE), em Pilares, e alfabetizadora no Ceja da Maré (4ª CRE). Sou mestranda em Educação Profissional em Saúde na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e pesquisadora da EJA. Atuo como militante no Fórum EJA-RJ e no Grupo de Pesquisa EJA-Trab da Universidade Federal Fluminense (UFF).
CARGO/FUNÇÃO DO AUTOR
Professora dos Anos Iniciais e de Língua Portuguesa (PII e PI)
EJA/Bloco
EJA II Bloco 1 e EJA II Bloco 2
COMPONENTE CURRICULAR
LÍNGUA PORTUGUESA / Valorizar a leitura como forma de conhecimento e proficiência.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Setembro/2021 até Outubro/2021
PÁGINA(S) DA PRÁTICA/PROJETO NA INTERNET
Sensibilização/Contextualização para o tema
O Centenário de Paulo Freire no ano de 2021 e a relevância do educador e intelectual para a Educação de Jovens e Adultos motivaram um diálogo acerca dessa temática com as turmas do Peja II - Bloco I. Constatamos a necessidade de ler os escritos de Freire e, a partir deles, conversar e escrever nossas aprendizagens.
Problematização

Das rodas de conversa, surgiram algumas indagações:

  • Quem foi Paulo Freire?
  • O que fez ele pela Educação brasileira?
  • O que Paulo Freire tem a ver com a EJA?

Texto base

A partir do artigo A atualidade do pensamento de Paulo Freire para refletirmos sobre políticas públicas e práticas na Educação de Jovens e Adultos, publicado em 2018 pelas pesquisadoras Ana Paula Abreu Moura e Jaqueline Pereira Ventura, percebemos a importância de abordar o pensamento freiriano e suas escritas nas turmas do Peja, pois, além de ser nítida a trajetória histórica do educador, a EJA vem sendo tratada pelo Estado como educação de segunda classe, que nunca assegurou o acesso e a permanência na escola nem ofereceu condições de acesso ao conhecimento científico e tecnológico.

Para pensarmos esse desafio historicamente construído, Freire nos aporta sobre o rompimento do caráter compensatório e assistencialista na educação de jovens e adultos trabalhadores e trabalhadoras na perspectiva contra-hegemônica. O maior desafio, segundo as autoras, é permanecer na luta pelo direito à EJA. Assim, se faz necessário identificarmos a existência opressora, refletir sobre ela e pensar ações práticas.

Desenvolvimento

Durante as rodas de conversa, comentamos a biografia de Paulo Freire e pesquisamos seus livros publicados e suas contribuições para a Educação, principalmente para a Educação de Jovens e Adultos. Tentando romper com a educação bancária, os estudantes escolheram algumas frases de Freire, dentre as que foram encontradas durante a pesquisa. Trocamos ideias sobre essas frases, apontando as críticas, as palavras desconhecidas, o contexto das frases e o sentido para o coletivo.

Segundo as autoras Ventura e Moura (2018), romper com a concepção de educação bancária nos permite pensar a prática educativa dinâmica com movimento, dinamicidade, diferenças, conflitos e criatividade. Pensando nesse rompimento, propus que a turma escrevesse suas análises diante das frases e biografia de Freire. Fizemos uma leitura coletiva dessas análises, vivenciando o potencial dessas pessoas trabalhadoras que estudam, para que elas pudessem intervir na realidade através da escrita, leitura e oralidade. E isso possibilitou modificações, confirmações e ampliações do entendimento das frases a partir da leitura de mundo que essas pessoas fizeram.

De acordo com as Orientações Curriculares EJA (2021), é importante que a Educação de Jovens e Adultos reconheça e compreenda as diversidades linguísticas e os conhecimentos semânticos, gramaticais e discursivos, construindo sentidos para a formação da consciência cidadã. Nós construímos um pensamento no contexto social nos reconhecendo como seres humanos importantes e conscientes. As relações linguísticas refletem as relações sociais, históricas, políticas e culturais.

Assim, fizemos a análise textual e gramatical das frases e em seguida montamos um mural com os textos produzidos. Ainda, seguindo as autoras, percebemos a necessidade de problematizar o mundo a partir do pensamento freiriano que nos orienta: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”.

Produto Final
Após a análise textual e gramatical das frases, montamos um mural com os textos produzidos coletivamente. Além disso, abordei uma frase de Freire e um organograma do Peja.
Falar sobre educação com a Educação de Jovens e Adultos é algo sempre desafiador. Notou-se que a turma se interessou pela temática, demonstrando que desconhecia Paulo Freire. A motivação durante a pesquisa, a escolha das frases e a própria escrita foram instigantes durante o processo. A prática dialógica e crítica permitiram que estudantes tomassem consciência da educação como direito e se percebessem sujeitos da própria história.
Registros
IMAGENS
ESCRITA SOBRE FRASE DE PAULO FREIRE
ESCRITA E BORDADO SOBRE PAULO FREIRE
ESTUDANTE COM O TRABALHO COLETIVO PRONTO
MURAL COM AS ESCRITAS COLETIVAS
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