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Bairros Cariocas
03 Dezembro 2013
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GRES

Devido ao surgimento do samba, gênero musical considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, a fama do bairro se propagou, passando o local a ser conhecido como berço do samba. Depois disso, surge a primeira escola de samba, em 1928, a Deixa Falar, fundada pelo lendário Ismael Silva. O bairro, hoje, tem como representante a Estácio de Sá, que conquistou o título de campeã do carnaval carioca em 1992.

A Deixa Falar, mais tarde, se transformou em Unidos de São Carlos, para, em 1983, ser conhecida definitivamente como Estácio de Sá. Na década de 1920, o lugar foi testemunha da presença de grandes sambistas que circulavam por bares, como o Bar e Café Apolo, ponto de encontro que propiciou composições antológicas de Ismael Silva, Bide, Brancura, Armando Marçal, Heitor dos Prazeres, Baiaco, Benedito Lacerda, Juvenal Lopes, Mano Aurélio, Mano Edgard, Nilton Bastos, Noel Rosa, entre outros bambas, inclusive Luiz Melodia, que declarou em música a sua paixão pelo bairro – todos herdeiros da mais fina tradição do samba carioca.

A escola de samba

Fundada em 27 de fevereiro de 1955, com o nome de Unidos de São Carlos, resultou da fusão das escolas existentes na comunidade: Paraíso das Morenas, Recreio de São Carlos (Vê Se Pode) e Cada Ano Sai Melhor (Para O Ano Sai Melhor). A partir de 2011, a escola passou a adotar a data de fundação da Deixa Falar (12 de agosto de 1927) como sua. Originalmente, tinha as cores azul e branco, adotando o vermelho e o branco em 1965, em homenagem à pioneira. Estreou entre as chamadas grandes do Rio em 1968, com o enredo Visita ao Museu Imperial. Nas décadas de 1970 e 80, alternou brilhantes desfiles no grupo principal e alguns fracassos.

Entre seus sambas de enredo que ficaram, destacam-se os dos carnavais de 1975 (A Festa do Círio de Nazaré - décimo lugar no então Grupo 1) e 1976 (Arte Negra na Legendária Bahia – oitavo lugar no Grupo 1).

Em 1985, o enredo Prata da Noite homenageou o ator Grande Otelo, que desfilou ao lado da vedete Watusi, reproduzindo o palco da casa de shows Scala, onde os dois atuavam juntos na época. Posteriormente, vieram dois quintos lugares no Grupo Especial: em 1990 (Langsdorff, Delírio na Sapucaí) e 1991 (Brasil, Brega e Kitsch).

É campeã

Antes do seu único título, a Estácio de Sá obteve sua melhor classificação em 1987, quando conquistou o quarto lugar com o enredo O Ti-ti-ti do Sapoti. Dando continuidade ao estilo de enredos descontraídos, a agremiação apresentou, em 1988, O Boi Dá Bode; e, em 1989, Um, Dois, Feijão com Arroz. Os três de autoria da carnavalesca Rosa Magalhães.

A Estácio de Sá conquistou a sua maior glória ao sagrar-se campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 1992, com Pauliceia Desvairada – 70 Anos de Modernismo, desenvolvido por Mário Monteiro e Chico Spinoza.

Em 1997, a escola fica em 13º lugar com Através da Fumaça, o Mágico Cheiro do Carnaval, quando é rebaixada para o Grupo de Acesso. Desde o descenso, a escola passou a enfrentar muitos problemas, inclusive com um inédito rebaixamento para o Grupo B, em 2004. No ano seguinte, com a reedição de seu tema de 1976, Arte Negra na Legendária Bahia, a Estácio conquistou o título do Grupo B.

Em 2007, depois de dez anos, a Estácio voltou ao Grupo Especial e abriu o desfile, reeditando o carnaval de 1987. Terminou em último lugar, voltando ao Grupo A (hoje Série A).

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