25 Janeiro 2018
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Tecnologia aproxima a comunidade escolar (Fonte: www.mgovbrasil.com.br)

Graças às tecnologias de informação e comunicação (TICs), o que não falta nos dias de hoje são meios facilitadores do diálogo. Vêm aumentando os atendimentos via chatbots, ou chat robots, que são programas que simulam uma conversação humana com o usuário, assim como o uso da estratégia nudge, um encorajamento sutil feito por meio de mensagem, que provoca o engajamento do interlocutor sem retirar sua liberdade de escolha. Bom exemplo deste último seria um itinerário sugerido pelo GPS a um motorista que se sinta perdido no trânsito. Contextualizada no universo da Educação, a aplicação dessas práticas inovadoras já apresenta os primeiros resultados, como mostram duas experiências bastante recentes. 

Mesmo que a distância, acesso à vida do estudante 

Interface gráfica do aplicativo (Fonte: www.play.google.com)

O Ginásio Carioca Aldebarã (10ª CRE), em Santa Cruz, oferece turmas do 7º ao 9º ano e tem, hoje, 372 alunos entre 12 e 17 anos. Em 2015, foram criados grupos das turmas no WhatsApp com o objetivo de estreitar o diálogo com os familiares dos alunos e, com isso, coibir a evasão escolar. “Assim que a família faz a matrícula, avisamos sobre a metodologia e pelo menos 80% da comunidade escolar já está participando”, informa a coordenadora pedagógica Láisa Pontes Teixeira Lisboa Martins, lembrando que a ferramenta não substitui métodos de comunicação tradicionais. “Se não temos o retorno dos responsáveis, telefonamos para o celular ou para o número de casa. Tampouco abrimos mão de fazer reuniões com os pais pelo menos a cada dois meses.” 

Desde setembro, a escola tem um aplicativo disponível na página do Facebook, voltado para toda a comunidade escolar – funcionários, alunos e responsáveis – e que também permite aos pais verem que atividades estão sendo realizadas. “Muitos não têm como comparecer na escola porque trabalham longe. Com o uso das tecnologias, eles estão conseguindo acompanhar o desempenho dos garotos. A gente trabalha numa área conflagrada. Os responsáveis ficam sem saber se o filho está na aula ou não. Antes de utilizarmos o WhatsApp, alguns diziam que estavam vindo para a escola, mas iam para outro lugar.”

Aplicativo EduqMais já beneficiou cerca de 150 mil famílias

Em 2015, uma parceria entre a Fundação Lemann e a empresa MGov (de Mobile Government) deu origem ao EduqMais, que envia sugestões de atividades simples para os pais realizarem com os filhos. Em outras palavras, significa dizer que, com o aumento do envolvimento dos adultos, se estimula o desenvolvimento dos pequenos. Num estudo realizado com 19.300 responsáveis de alunos do 9º ano da rede pública, que contou com o suporte da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foram verificados diversos benefícios da utilização do EduqMais: redução das faltas, melhoria do desempenho na escola e em testes padronizados, e até aumento da taxa de aprovação. 

Projeto abre diálogo de forma gratuita (Fonte: www.mgovbrasil.com.br)

Para mensagens de engajamento, desenvolvidas por especialistas e enviadas pela MGov, os grupos são definidos de acordo com a faixa etária ou com a série em que o aluno está matriculado. Para mensagens de comunicação, que se iniciam quando a própria escola entra em contato com a família, os grupos contemplam as turmas de cada série e têm total autonomia. A interação dos pais com a ferramenta acontece por meio de mensagens de SMS, especialmente na resposta às mensagens de interação, sempre gratuitas. Lista de frequência em sala de aula, entrega de tarefas, atrasos, notas e outras informações também podem ser incluídas na plataforma, em caso de interesse. 

“É bastante interessante mesmo o EduqMais, uma ideia muito bem elaborada e executada também. Como eu sempre digo aqui, realmente temos que utilizar todos os tipos de tecnologia para auxiliar a melhora dos nossos alunos, seja em frequência, participação e até mesmo notas. Precisamos evoluir, adequar e adaptar nossas ferramentas de acordo com a evolução tecnológica, visto que estamos lidando com a geração mais tecnológica de todas e isso só tende a aumentar. Portanto, temos que nos adaptar”, comenta Láisa, do Ginásio Carioca Aldebarã.

“Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, no Brasil, um em cada quatro pais não sabe se os filhos faltaram às aulas, um em cada três não pergunta sobre os problemas dos filhos, e metade não tem o hábito de verificar seu dever de casa”, informa Maúna Baldini, diretora de Operação da plataforma EduqMais.

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