04 Setembro 2017
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Setembro se inicia com uma meta específica e prioritária para a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro: ajudar 12.417 alunos da Rede Pública Municipal de Ensino a evoluir em sua alfabetização de forma eficiente, tanto em relação à leitura quanto à escrita e às operações matemáticas básicas. O objetivo da iniciativa, chamada de Ação 3º Ano, é que todos os alunos com conceito “insuficiente” recebam acompanhamento diferenciado para sanar suas dificuldades de aprendizado. “O 3º ano é a primeira grande barreira de reprovações na Rede, atingindo 20% dos alunos. Aí começa o processo de distorção idade-série”, esclarece César Benjamin, secretário municipal de Educação.

A Subsecretaria de Ensino mobilizou toda a equipe pedagógica (as 11 Coordenadorias Regionais de Educação, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos, professores de salas de leitura etc.) para apoiar o trabalho dos professores regentes do 3º Ano no diagnóstico e no atendimento às necessidades de cada aluno. Os professores terão em mãos um roteiro (disponível no Rioeduca), que os ajudará na identificação das dificuldades de aprendizado, e responderão a questões objetivas sobre os alunos que têm conceito insuficiente: “Consegue identificar as letras do alfabeto? Algumas? Todas? Escreve com o apoio de figuras? Escreve apenas palavras soltas ou consegue formar frases com sintaxe?”. Em relação aos números: “Reconhece o valor posicional? Conta até 500?”.

“Toda a ação está voltada para apoiar o professor regente do 3º ano na identificação da causa de os alunos se encontrarem em defasagem de aprendizado, ouvir dele quais seriam as melhores estratégias para sanar a questão e oferecer recursos e suporte para que isso seja realizado”, explica Maria de Nazareth Vasconcellos, subsecretária de Ensino.
Nesse esforço também estão empenhados o Instituto Helena Antipoff, no caso de crianças com deficiência, o Niap e seus psicólogos e assistentes sociais, para as crianças e adolescentes que apresentam situações socioeconômicas de vulnerabilidade, e a equipe do Programa Saúde na Escola, corrigindo dificuldades como a necessidade de óculos, por exemplo.

As equipes pedagógicas já estão em campo para a Ação 3º Ano 

Até o fim do ano, a meta é que cada aluno com conceito insuficiente possa avançar no processo de alfabetização. Mas a ação pedagógica não se encerra por aí. É apenas o começo de uma rotina que deve virar hábito, ou seja, acompanhar todos com dificuldades para que, ao final do Ensino Fundamental, sejam capazes de ler, escrever e fazer contas de forma eficiente. “A Ação 3º Ano inicia um novo vínculo com os professores de sala de aula. Queremos estar junto com eles nas ações pedagógicas. Queremos que eles saibam que podem pedir ajuda ao Nível Central na resolução dos problemas da alfabetização, que a escola e os professores regentes não estão sozinhos na tarefa de educar”, diz a subsecretária de Ensino.

Em dezembro de 2017, professores regentes e diretores de escola avaliarão as equipes pedagógicas que os apoiaram na Ação 3º Ano ao longo de setembro, outubro e novembro, com o intuito de averiguar se o projeto teve resultados positivos e verificar dificuldades. “O secretário tem recomendado ao Nível Central e às instâncias intermediárias da SME exercitar a escuta e humanizar as relações, assim como trabalhar com o binômio autonomia e responsabilidade em relação às escolas. Precisamos apoiar e supervisionar o trabalho. Afinal, existimos para que as crianças aprendam! A escola, muitas vezes, é o referencial positivo para grande parte das crianças e dos jovens”, conta Nazareth Vasconcellos.

Os professores do 3º Ano são fundamentais na ação pedagógica

 

V Semana de Alfabetização

Em consonância com o projeto, acontecerá, de 18 a 22 de setembro, a V Semana de Alfabetização da Cidade do Rio de Janeiro, na Escola de Formação do Professor Carioca Paulo Freire, no Centro. Especialistas da Uerj, UFRJ, Faetec, Iserj, Colégio Pedro II, entre outros, darão palestras e oficinas com o objetivo de estimular a reflexão sobre o tema a partir de práticas pedagógicas. Haverá polos retransmissores das atividades em todas as CREs (veja endereços abaixo).

O secretário de Educação, César Benjamin, disse ainda que em 2018 pretende formar um time com cerca de dois mil professores engajados na alfabetização plena na idade certa, ou seja, até o final do 2º ano. “Quero colocar bons profissionais no início da vida escolar, porque se a alfabetização for eficiente, o caminho se torna mais acessível.”


Polos de assistência à V Semana de Alfabetização

1ª CRE – Auditório
Endereço: Rua Edgard Gordilho, 63 – Saúde
Capacidade: 40 lugares

2ª CRE – Auditório da E.M. Francisco Cabrita
Endereço: Rua Mello Mattos, 34, fundos – Tijuca
Capacidade: 156 lugares

3ª CRE – Auditório
Endereço: Rua Vinte e Quatro de Maio, 931, fundos – Engenho Novo
Capacidade: 100 lugares

4ª CRE – Auditório da E.M. Nerval de Gouveia
Endereço: Estrada Engenho da Pedra, 528 – Ramos
Capacidade: 80 a 100 lugares

5ª CRE – Auditório
Endereço: Rua Marupiara, s/n – Rocha Miranda
Capacidade: 130 lugares

6ª CRE – Auditório da E.M. Antenor Nascentes
Endereço: Rua Romeu Casagrande, 37 – Parque Anchieta
Capacidade: 150 lugares

7ª CRE – Auditório
Endereço: Avenida Ayrton Senna, 2.001 – Barra da Tijuca
Capacidade: 50 lugares

8ª CRE – Auditório da E.M. Tasso da Silveira
Endereço: Rua General Bernardino de Matos, s/n – Realengo
Capacidade: 140 lugares

9ª CRE – Auditório da E.M. Embaixador Araújo Castro

Endereço: Rua Rodolfo Garcia, s/n – Campo Grande

Capacidade: 100 lugares

10ª CRE – Auditório
Endereço: Avenida Padre Guilherme Decaminada, 71 – Santa Cruz
Capacidade: 100 lugares

11ª CRE – Auditório da E.M. Rodrigo Otávio
Endereço: Praça Papai Noel – Moneró
Capacidade: 100 lugares

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